domingo, 16 de novembro de 2014

Meu primeiro contato com a Biodança e com o Parque Municipal de Maceió

NOTA: AS FOTOS DOS PARTICIPANTES FORAM REMOVIDAS. UMA DELAS ME PROCUROU EM PARTICULAR (via Facebook) E DISSE QUE VÁRIAS PESSOAS FICARAM OFENDIDAS COM A POSTAGEM E SOLICITARAM A REMOÇÃO DAS FOTOS.
COMO NÃO AUTORIZEI A PUBLICAÇÃO DAS FOTOS COM MINHA IMAGEM, SOLICITEI QUE FIZESSEM O MESMO EM SEUS RESPECTIVOS PERFIS NO FACEBOOK E DEMAIS REDES SOCIAIS. O QUE NÃO FOI FEITO ATÉ O PRESENTE MOMENTO.
SOLICITEI AINDA QUE A PESSOA COLOCASSE NOS COMENTÁRIOS O QUE ESTAVA ME DIZENDO, AFINAL ESTE DEVE SER UM ESPAÇO DE DIÁLOGO. NEGOU-SE, POR NÃO QUERER SE EXPOR.
O TEXTO DO ABAIXO NÃO FOI MODIFICADO. 
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Duas semanas antes desse dia (09/11) alguém me sugeriu experimentar biodança. Aceitei a dica, mas não procurei. Dias depois vi o anúncio de uma vivência numa terça-feira em que eu estaria com minha filhota em consulta médica e dependeria inteiramente do horário da saída. Não deu certo.

Daí recebo, via facebook, o convite para uma vivência muito especial, num lugar lindo e na companhia de uma queridona, Vany. A filhota foi também!




Esta é a foto do convite - quem resiste?





A EXPERIÊNCIA
Como quando decido fazer algo eu "me jogo", não pesquisei nada a respeito do que aconteceria, fui com os parcos conhecimentos de que dispunha, que eram inclusive de pessoas que "ouviram falar a respeito".

Achei divertido, lúdico, passei momentos de descontração e alegria, mas realmente ficou aquém da vivência profunda que eu esperava. Não que esperasse atingir o Nirvana, mas certamente o fato de termos trabalhado músicas conhecidas e de algumas de estilo musical que não gosto não me deixou passar da superfície.

Quando o facilitador pedia que sentíssemos a música antes de nos movimentar e então tascava as músicas conhecidíssimas de Marina Monte aquelas letras já me reportavam para alguma época ou sentimentos, percebi que as pessoas em sua maioria dançavam mesmo quando a proposta era construir um movimento com a música. Como só eu e minha amiga éramos novatas no grupo fiquei com a impressão de que é assim mesmo.

Ao final, uma Ivete Sangalo e a ordem para que todas cantássemos: não conheço a letra de nenhuma música dela. E a insistência para cantar e dançar e pular e estar alegre com um SOM que não me diz nada foi realmente muito estranho para mim.

O contato físico foi muito bom, a harmonia entre as pessoas, a troca de afeto, o acolhimento que recebemos, as conversas durante o lanche. Enfim, foram momentos divertidos, mas ainda penso que preciso fazer outra experiência para saber se Biodança é isso mesmo.



A EXPERIÊNCIA NO PARQUE MUNICIPAL

1º Tivemos dificuldade em encontrá-lo, pois a sinalização na via principal do bairro que nos leva ao parque é confusa, quando não é inexistente. Recebemos ajuda dos moradores, depois de nos perdermos e de estar dirigindo por mais de 20 minutos achando que estávamos no caminho errado;

2º Durante todo o tempo em que estivemos na via principal não vi passar nenhum ônibus. Sei que há linhas para o local, porém devem ser escassas, o que torna o acesso ao parque bastante complicado para a parcela da população que não possui meio de transporte particular;

3º "Já que tem uma criança, pode entrar com o carro", nos disse o porteiro. Dirigimos trocentos quilômetros parque adentro e estamos eternamentos gratos á presença da Marina, que nos salvou da desistência, pois certamente não teríamos conseguido chegar ao Coreto, onde estava marcado o encontro;

4º O local não é apenas lindo, é mágico, é único! É outro mundo, outro universo, com uma variedade estonteante de vegetação, sons, alguns animais (vimos vários jacarés), fontes de água mineral. Vimos fotógrafos em pleno trabalho de book e concordei imediatamente com a escolha que fizeram para suas fotos;

Marina aproveitando a água deliciosa de uma nascente (ou olho d'água?)

5º O fator Segurança foi a nuvem escura nos pensamentos de todos nós. Em cada ponto de encontro: praça, coreto, etc, existe um funcionário do parque. Algumas vezes algum deles passa de bugre pela estrada...mas, e se tivéssemos ido a pé? Sabemos de vários ataques criminosos ao local e visivelmente aqueles funcionários não estão minimamente preparados para fazer segurança de ninguém, são cuidadores e preservadores da integridade do local.

Foi ouvir Vany dizer "Vou fotografar" que a mocinha já passou a desfilar

Por enquanto o Parque está fechado, sendo aberto excepcionalmente para os eventos que estavam agendados. Pretendemos voltar lá com tempo, levar sobrinhas e outras pessoas que se interessaram em conhecer e usufruir da Natureza, da tranquilidade, do cheiro incomparável, dos sons e silêncios, das conversas com os funcionários do parque. Um piquenique será inevitável e se houver um guia para nos informar sobre a história do local, o tipo de mata e vegetação e os animais que vivem ali será ainda melhor! Porém, ao que soubemos, tal figura inexiste. Assim como placas com o nome das espécies de árvores, avisos do tipo "Cuidado com o jacaré (ou crocodilo?)", "Área com animais silvestre, ande atento" ou "Dirija a 20Km/h e fique atento aos animais que podem cruzar a estrada", "Não alimente os animais". Não vi nenhum e fiquei pensando: estão escondidos? Não existem? Foram atropelados? Até mesmo um panfleto entregue à nossa chegada ao parque já seria de grande valia.
Também observei escassez de lixeiras, porém acho que quem vai para um local assim deve levar seu próprio recipiente de descarte e levar para fora do parque.
Aliás, é só o que deve levar: fotos, a experiência e seu lixo. 
E deixar? Gratidão _/\_

Alguma dúvida de que voltaremos? =)

15 comentários:

Uma parte de mim disse...

Patricia chegamos na biodança com o bonde andando, a
biodança começou ás 8:30 e chegamos ás 11:00 hs, então
como novatas e atrasadas, fica difícil mesmo entender a
proposta do Jhorge.
Pra mim foi ponto positivo, independente da música, vivi
aquele momento.
Quanto ao parque vi até algumas lixeiras, concordo com vc quanto a avisos e segurança.
Curti tanto que me desprendi totalmente bjooo

Uma parte de mim disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
morena flor disse...

Minha querida amiga,

Este Parque é um encantamento só. conheço esse lugar como a palma de minha mão e já fui até de bicicleta com o tal "ADO" rsrs como costumamos falar. Tem animais sim, porém, estão muito escondidos e temos que levar tudo que for possível para os descartáveis pois lixeiras fica difícil achar.Adoro andar do começo até o final do parque a pé e descalça esse foi um abito que incontrolável que conheci e sabia que eu tinha. Esse lugar é muito especial e te peço não deixe de visitá-lo faz bem para a mente e alma. bjs.

Luma Rosa disse...

Oi, Patrícia!
Um lugar mágico e por isso rústico. Se assim não fosse, talvez não fosse mágico. Sou um pouco medrosa, então a segurança é algo que também presto muita atenção e sabendo de acontecimentos anteriores, eu talvez não voltasse. Acho que o ideal é ir em grupo. Não entendi direito, a aula de biodança foi no parque?
Beijus,

Patrícia Gomes disse...

É verdade que "pegamos o bonde andando" e por isso pretendo fazer outra experiência com biodança, Vany!
Para mim também foi positivo, gostoso, mas não passou de diversão e eu acho que biodança deve ser mais do que isso. ACHO! :-)

Patrícia Gomes disse...

Morena, sabe que eu nem havia pensado em ir de bicicleta? Pois vc me deu uma boa ideia: juntar uma cambada e passear por lá.
Quero saber de suas aventuras com o ADO lá, viu?

Patrícia Gomes disse...

Oi, Luma!
Ao longo do parque há algumas clareiras e nelas uns espaços construídos. A primeira foto é no que chamam de coreto, mas é uma cabana em alvenaria. Após essa construção há apenas o alojamentos dos funcionários e antes dela um espaço cimentado onde algumas pessoas fazem yoga, tai chi chuan e outras práticas. Há um pequeno pier apenas para olhar o lago onde vivem jacarés, tartarugas (suponho) e cobras. A vegetação é toda de mata atlântica,é muito rica e uma reserva bem pequena se levarmos em conta do tanto d..."essa mata que tínhamos aqui até bem pouco tempo atrás. (Vixe, letra de Renato Russo "...até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo / quem roubou nossa coragem? / Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentirmos dor / Quando o sol bater na janela do seu quarto / Lembra e vê que o caminho é um só..." Putz, não sei o que comi ontem, mas sei o que ouvi aos 19 anos. Viva RR! Viva a Música! \o/

Luma Rosa disse...

Viva a música!! :D

PAULO TAMBURRO. disse...

A dança da vida,pois é!
Nos parques encantados ou não, todos nós balançamos as ancas e nas danças das danças imaginárias ou reais, concretas ou subjetivas, aprendemos que pelo menos um grande verdade: mexer!
Mexer e sacudir o mofo das nossas clausuras internas que refletem nas inapetentes motivações externas para o abandono do corpo.
E um corpo abandonado é passarinho morto que voa , pois, de tão alto que estava,ainda não se estatelou no chão da seu verdadeiro final.
Dance!

Um abração carioca.

Luma Rosa disse...

Fiquei sabendo que tem um livro viajando praí...
:)
Feliz 2015!!
Beijus,

dança do ventre disse...

Oi Patricia, obrigada pela sua visita, gostei bastante da sua colocação! Nem tinha percebido o fato que vc citou do rapaz ter aceitado a que não era filha e tals, realmente muita hipocrisia.

Ah fiquei curiosa com essa Bio Dança!!!

Abraços!!

Patrícia Gomes disse...


Obrigada pela visita, amora dançante <3

Luma Rosa disse...

Oi, Patrícia!
Obrigada por participar do aniversário do "Luz" e pela companhia nesses anos...
+ Beijus,

Patrícia Santos disse...

Muito prazer estar em tua companhia, Lumita!

Patrícia Santos disse...

Luma, o livro viajante chegou! \o/