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quinta-feira, 2 de maio de 2019

Um salto no lago - o outro lado da Crise

Comigo é assim mesmo
Quando digo que estou na crise da meia idade sempre-sempre-sempre perguntam como eu descobri. 
Eu achava que isso era como a menopausa: você tem sinais óbvios de que ela chegou, mas comigo não...descobri porque não estava (estou) conseguindo decidir as roupas que vou usar. Tudo que escolho me faz parecer jovem ou velha demais.
Como eu não sabia direito o que era essa Crise, inclusive achei que passaria incólume pela bendita, fui pesquisar e achei vários textos mezzo vazios, do tipo psicologia de almanaque e alguns vídeos que só me deram a certeza de que é uma questão moderna, não tem a ver com hormônios ou alguma mudança cerebral. Minha explicação pessoal é que algo dentro da gente avisa que "o tempo está chegando" e isso soa um alerta que causa várias reflexões...não sei por que o nome de crise, mas que seja!
É lógico que eu não poderia navegar por duzentos sites sem ver centenas de relações dos tipo 
10 SINAIS DA CRISE DE MEIA IDADE. 
Eu diria apenas um sinal: você sente um monte de coisas e isso pode coincidir ou não com os outros seres da sua espécie.
Senti vergonha de estar vivenciando isso, não me sinto confortável em dar tanta atenção à secura da minha pele, às manchas que surgiram em meu rosto, aos três quilos que ganhei do próprio Demo (só pode!), e se roupa X me torna excessivamente velha ou ridiculamente jovem. Aparentemente é uma crise fuleira essa minha, mas por que será que toda ela está voltada para a minha aparência, algo com o qual - em toda a minha vida - nunca dediquei muito tempo? É nesse lago escuro onde devo mergulhar e transformar o que chamam de crise num momento de reflexão e um belo salto de mudança interior. E exterior, sem dúvida!
Imagem daqui

terça-feira, 22 de novembro de 2011

BIRRA, MALCRIAÇÃO, PERSONALIDADE FORTE?

Em manifestação de abuso, By Nana
 Eu poderia usar mais umas cinco palavras para tentar entender (explicar) o comportamento da Marina, mas a melhor é FASE. Todos dizem que é fase, inclusive a professora, que afirma que ela “está ótima, tranquila!”
Há algumas semanas Marina foi tão malcriada (sim, foi isso mesmo) que virou o prato à hora da refeição. Mas não parou por aí, jogou também a lancheira, a caminho da escola e quando pedi que pegasse, empurrou-a para mais longe. Isso foi bem na escala do nosso prédio e Paulo, que vinha atrás e não sabia o que tinha acontecido, simplesmente pegou a lancheira, a Marina e resolveu o assunto. Quando contei o que houve ele disse que resolveria quando voltasse da escola, senão eu perderia o horário do trabalho e tal. A menina virou uma seda! Seda dupla-face, comigo e com o pai, seu principal alvo. À noite coloquei o CD Estrelinhas e cantarolei “Se essa rua fosse minha” enquanto arrumava a mesa para o jantar. 
Minha pequena Seda ouviu, aprendeu a canção e quando o CD terminou ficou cantando e olhando para mim. Eu simplesmente adoro essa música e fiquei completamente derretida quando vi minha bonequinha toda atrapalhada cantando-a para mim.

Marina ficou tranqüila por uns dias e vez por outra tem um chilique, mas nada comparado àquele episódio, Deus me livre! Fiquei arrasada durante dias, me perguntado “onde foi que eu errei?”. Acho que nunca paguei tanto a minha língua como faço desde que sou mãe. Esse drama em torno da birra da Marina em outros tempos eu consideraria coisa de mulher insegura e acabou-se. Acho que não me enquadro no perfil de Mulher insegura e nem mãe culpada, mas acho que daria uma boa Mãe insegura. Juro que pensei mesmo a frase “O que foi que eu fiz, meu Deus!?”, passei um dia arrasada, chorei antes de dormir...olha o drama! Só melhorei depois que conversei com Paulo e ele disse que havia conversado com a professora e esta disse que é assim mesmo, coisa de “fase” (olha ela aqui).
No meio do ano comprei uma edição da Revista Crescer que trazia esse assunto na capa, procurei, reli, busquei na net e não fazemos nada diferente do que está ali, mas as coisas não dão sempre certo e estou vendo que é assim mesmo, que não é receita de bolo e, aliás, nem sempre seguir a receita faz do bolo um sucesso. 
A única certeza que temos é de que nos dedicamos inteiramente à criação dessa menina, não para que ela seja perfeita, mas para que não lhe faltem boas ferramentas para se tornar uma boa pessoa. E ser birrenta e malcriada não entram na definição de “boa pessoa”. De jeito nenhum.
PS: ESTA POSTAGEM FOI FEITA EM AGOSTO, MAS FICOU PRESA NO RASCUNHO (NÃO SEI PORQUE). NO ENTANTO, A FASE PERMANECE, VIU?

sábado, 19 de novembro de 2011

Finalmente, adeus mão na boca!

Fazendo pose quando me viu com a máquina a postos. Antes, estava "lendo"
Muito obrigada a tod@s @s sábi@s que disseram que a mão da Marina na boca era apenas uma fase. Que passou rápido, inclusive! Agora voltei a ser uma mulher sem medos de lombrigas assassinas e vou descansar uns dois dias até aparecer a próxima.
Bjus, bjus, bjus