quarta-feira, 12 de outubro de 2011

DIA DAS CRIANÇAS E O CIRCO


Nem pensei em comprar presente para Marina, isso realmente não faz parte da nossa família, mas eis que o Circo Portugal lançou uma promoção IMPERDÍVEL para este mês e como nos deram boas referências, resolvi chamar minha mãe para irmos com as gêmeas e Marina. Nada me faria ousar ir ao circo ou cinema ou praia no Dia das Crianças, feriado para mim não combina com filas nem com barulho nem com trânsito lento. Então, fomos no domingo e ainda assim, olha a fila!
Há muito tempo não ia a circo, embora tenha lembranças deliciosas das vezes em que minha mãe nos levou a circos ótimos. Como minhas sobrinhas eram medrosas nunca foram, mas agora, já grandinhas, quiseram ir e ainda levaram Alice, uma vizinha-amiguinha.
Comi algodão doce (achei horrível, como é que eu achava tão bom, hein?), minha mãe comprou uma lembrancinha inútil e eu comprei um palhaçozinho para a Marina, um pequeno fantoche, já que disso nós brincamos mesmo. O que eu queria dizer é que acho que um grande percentual do lucro do circo vem dessas vendas “ambulantes” (sou contadora e descendente de judeus, não consigo evitar pensar nisso), pois o brinquedo da Marina é todo de material descartável e paguei R$ 5,00 quando não deve ter custado R$ 0,50. Minha mãe comprou uma boneca de bola de sopro R$ 2,00 e qualquer lanche custava R$ 4,00 – pipoca, algodão doce, crepe, refri, batata frita, água, qualquer coisa era esse preço. É impressionante como eu não tinha a mínima lembrança dos ambulantes, mas recordava nitidamente dos brinquedinhos, que eram outros “na minha época”, mas creio que igualmente atrativos.
Sobre o espetáculo, não trouxe nenhuma novidade, nem precisava, eu gosto do jeito que ele é mesmo. Teve tudo de que precisava para ser bom: mágica, dança, palhaçada, acrobacia, malabares, globo da morte. Ao final, perguntei a cada uma do que mais haviam gostado, as meninas responderam primeiro (das mágicas) e pensei que minha pequena fosse dar a mesma resposta, mas foi segura em dizer “Daquela moça, que dança, que dança assim, lá em ciiimmmmma” a trapezista.

A mão na boca (buáááááá)
Marina ficou atenta a tudo que teve a ver com dança e nos momentos de suspense das acrobacias ela comentava “Parece que vai cair, né, mamãe?” “Vai cair, mamãe?”. Essa noção de que aqueles movimentos podem resultar em queda não é tão simples como parece, é um pensamento resultante de reflexão, tipo causa-consequência, e fico muito satisfeita quando percebo que minha pequena anda pensando sozinha. Sei que toda criança faz isso, mas como não estou sempre com ela e sei que crianças crescem rápido acho fantástico quando presencio suas aquisições ou pelo menos as manifestações delas!
Ao fim, esperando o Papai, que estava ... vendo jogo, claro!

2 comentários:

Marcela lusia disse...

Me lembro de algumas "raras" vezes minha mãe ter me levado ao circo,gostava muito dos malabares. é uma delicia ver a felicidade de nossa cria e melhor ainda ver e sentir que ela está crescendo em conhecimento,se indagando,isso é importantissimo...
minha pequena começou agora a falar pequenas frases,e parece que fico n mundo da lua quando ela fala,cada fase dela para mim é e será um eterno aprendizado.
Beijos flor!!!

eu tamanho familia disse...

Que dia maravilhoso...beijos