terça-feira, 19 de junho de 2012

Quando um quarto não é apenas um quarto - e quando é que ele é?

Depois que arrancamos os armários
Eu já havia falado aqui da vontade de mudar tudo em nosso quarto. Agora que estou olhando as fotos vejo que o coitadinho está pior do que é na "vida real" - ou será que o observo com olhar de amor? rsrsrsrs
O fato é que tenho uma relação simbiótica com os lugares onde moro. Até hoje meus sonhos mais importantes se dão na casa da minha adolescência, que chamo A Casa da Ponta Grossa (nome do bairro). Em todos os lugares onde morei reformei o banheiro. Todos. Quando não foi uma mudança total era a mudança possível. Há algumas explicações para isso, mas não entrarão na conversa hoje.
Como falei no post já citado a minha vontade de mudança, de jogação de coisas, de destralhamento, de descomplicação excede nosso quarto, mas por outro lado a mudança aqui é mais radical, e por quê isso? "Foi a tesoura do desejo, desejo mesmo de mudar" Mudar o quê, além do quarto? 
Pois então, o quarto do casal é onde coisas acontecem, não falo apenas de sexo, mas é onde as conversas reservadas se dão, os segredos são ditos, as trocas mais íntimas são feitas. Estamos em nosso 5º ano de casamento e muitas mudanças ocorreram em nossa vida (juntos e em separado). Nossa relação é muito intensa, como sempre foi e esse tempo de 5 anos a nós parece pelo menos 15 (nada mais virtual do que o tempo, neh?). A mudança no quarto justamento no mês em que completo 40 anos de vida - tá sendo cabalístico isso para mim, não posso negar - não significa que preciso de mudanças, mas que quero expressar, exteriorizar na extensão-de-mim-que-é-nosso-quarto essas mudanças que existiram e estão ocorrendo.
Muito louco? Muito psicológico? Muito psicótico? Muita maconha? Nenhuma :-) Muito real. A leitura deste momento é possível graças a muita terapia, ao ótimo trabalho da minha ex-futura-eterna psicóloga Katiana Lima e também das que a antecederam, então sei que sei do que estou falando.
Agora, indo para a parte prática, porque ainda sou pé no chão apesar de tanta reflexão. Pretendemos mudar: as portas, luminária, piso (já compramos, será laminado em PVC, não mais cerâmica), não queremos mais roupeiro nele, adoramos o espaço que anhamos então vai continuar tudo no da Marina, não sei até quando. A cama certamente se vai, a cor da parede, é claro, acho que a janela tem jeito com uma repaginada, quando decidirmos a cara que o quarto terá. Adeus á pia do banheiro, ao espelho (já temos td da casa anterior) e o box. A propósito, porque simplesmente não chamamos aquilo de porta do chuveiro? Quando não é Box é Blindex, oushe! Fica o vaso, vai a descarga porque está com defeito mesmo e já temos a nova há meses, só não encontramos quem instale, acho que serei eu mesmo, vou ver no Google como é que faz.
E por quê danado não decidimos logo sobre essa tal cara do quarto? Porque estamos viajando no processo, deixando fluir, fazendo uma coisa de cada vez, deixando-estar-para-ver-coméquefica. Com a saída do roupeiro mudamos a cama do lugar, dormimos ali e nos sentimos melhor, gostamos do espaço que ganhamos, o Paulo já está pensando na pintura que fará na parede que agora é branca. Quando o piso for colocado aí já serão outras decisões, combinações. E está sendo uma delícia isso...uma construção gostosa, compartilhada, cumpliciada.

O negócio agora é pedir a Deus um pedreiro bom. Pedir que ele existe e esteja disponível. 

Como "para Deus nada é impossível", acho que estou no caminho certo :-)

2 comentários:

Rafaella disse...

Pelo jeito você gosta d arrumar e mudar os comodos...
Mas é otimo ne, pois deixamos eles mais a nossa cara, e fora que coisas novas é muito bom...
Bjs

Patrícia Gomes disse...

Rafa, estou mesmo nessa fase de mexer, de queirar deixar mais bonito!