domingo, 21 de abril de 2013

Filme: A invenção de Hugo Cabret

Para saber mais, aqui
Conheço uma mulher que assiste aos filmes mais bizarros na minha opinião sob a justificativa de que o mundo está tão ruim...aí eu lembro do Renato Russo "O mundo anda tão complicado* e hoje eu quero fazer tudo por você". (super-pausa porque estou ouvindo/cantando a música completa agora...pssss)
Meu mundinho, aquele ali ao redor do meu próprio umbigo, importante como ele só! tem andado complicado, então resolvi pausar os filmes-cabeça, as indicações da Bravo e escolher um filme nada-ver com tudo o que normalmente escolho. Não vi que é do Martin Scorsese, nem co-produção do Johnny Depp, nem participação de Jude Law - parece mentira, mas é verdade. Deixei-me levar rapidamente pelo sorriso e aquele cachinho da cabeleira da garota, que já situou o filme na Paris da década de 20/30 e o olhar sério do menino, que me levou a todos os garotos lindos do cinema com olhos azuis amendoados e carreira (às vezes) meteórica - A propósito o garoto tem aquela ruga-do-riso que nenhuma atriz global ou hollywoodyana tem, não é interessante? Eu achei.
E QUE FILME LINDO! Que visual mágico, que viagem fantástica por dentro de engrenagens, por fora da cidade, por escadas de biblioteca, com frases que fariam qualquer adolescente acreditar que o tudo é lindo sem nunca ter visto um conto de fadas sequer! 
Em determinado momento nosso Hugo, cujo pai era relojoeiro, diz à amiga (que ama literatura e adoraria viver uma aventura de verdade) que nenhuma máquina funciona se uma peça estiver sobrando, então por isso ele acredita que se está vivo é porque existe uma razão para tal. Ambos são órfãos e estavam no alto do relógio da estação ferroviária, morada de Hugo, olhando Paris. Pra quem pode, né, fala sério!
Já li em algum lugar que as pessoas que querem se passar por críticas de cinema falam da fotografia. Sem querer ter nada de crítica de arte nenhuma, não é possível não falar da fotografia dele, do ar onírico que ela dá em diveeeersos momentos do filme. 
Filme muito sensível, impressionantemente poético e eu nem sei se diria que é um filme para crianças ou adolescentes, é para pessoas sensíveis, amantes de Scorsese e que estão achando o mundo muito complicado, mas não tão complicado para locar "E aí, comeu?"
Meu mundo melhorou depois do filme... porque a ARTE faz coisas assim. Creiam nisso ou não!

* Eu poderia ter escolhido um clip do Legião, mas como já disse, tou nessa fase problemática-umbilical e queria mesmo ir de coisas assim, pueris. 

3 comentários:

Luma Rosa disse...

Oi, Patrícia!!
Meu marido assistiu esse filme a semana passada e não apagou, disse que deixou para que eu assistisse. Ele só disse: "Você vai gostar! Não vou dizer nada para não quebrar a magia". Estou enrolando, mas depois do que li aqui, vou assistir!
Boa semana!! Beijus,

Patrícia Gomes disse...

Pois assiste e me conta o que achou, Luma!
Bjus e uma semana iluminada!

Luma Rosa disse...

Oi, Patrícia!!
Muito legal a sua ideia do encontro em Parati. No próximo post vou colocar em "pauta" e você pode publicar na página do evento no facebook a sua inciativa... vamos ver como meninos e meninas recebem!
Beijus,