sábado, 8 de outubro de 2011

Mais histórias de chupeta


Não é O RETORNO, nada disso, é apenas que estive observando as postagens que fiz e vi que a história está incompleta e inclusive nem está acabada.
Esqueci de contar, por exemplo, que no dia seguinte ao da boneca de R$ 170,00 recebi este e-mail de Paulo (eu estava no trabalho e ele, em casa, mandando notícias):

“Ontem ela queria a chupeta quando chegou da escola, às 11:30h. Eu disse que ela tinha jogado no lixo.
- vá buscar!!!
- não, não presta mais!!
- eu quelo!
- quem mandou vc jogar fola?
- minha mãe!
- quando ela chegar vc fala com ela. e me deixe em paz!
dois segundos depois veio a fulerage: quelo a minha mãe... vamos buscar a mamãããããe!!!! essa cacetice durou até a hora de sair para buscar a tal de mamãe às 21:30 hs
Chupetas... melhor não tê-las, mas... se não as temos...
E também que nunca nos sentimos confortáveis com a chupeta. O Paulo, que fica mais tempo com a Marina, achava um santo remédio para fazê-la dormir, mas mesmo assim nos incomodava. Eu não queria de jeito nenhum que ela chegasse aos três anos precisando da chupeta para dormir.
Tentei tirar várias vezes durante o seu sono, mas era um tormento, Marina ficava inquieta, chorava, acordava, pedia “a mimi, a mimi”* Como no dia seguinte eu tinha que estar acordadíssima para trabalho e cursinho, logo descartamos essa estratégia.
Daí tentei a segunda, que foi comprar uma chupeta menor e num formato que ela nunca usou. Jogamos a chupeta “boa” e demos a nova. Na primeira tentativa ela disse “É uím essa”, depois “Ela não pesta” e quando bateu o desespero mesmo, já que não conseguia dormir embora estivesse morrendo de sono “MAMÃE, EU NÃO QUELO ESSA, ELA NÃO SSUPA, MÃE, ESSA SSUPETA NÃO SSUPA!!!” aos berros, é claro. Nessa noite sem chupeta dormiu conosco, ou melhor, não dormimos.
No dia seguinte fui trabalhar cheia de olheiras, mas feliz da vida, jurando que tínhamos conseguido. Pensava que mais duas noites assim e tudo estaria resolvido e como logo chegaria o sábado, poderíamos descansar da semana atribulada.
Daí que recebo o seguinte e-mail de meu amor:
“Tem mais chatices na série "uma chupeta de 170 reais"::::::::
ja viram reticências de dois pontos? marina inventou!
chegamos em casa, depois da escola. 1145.
ela olha para mim, com a cara mais féla, e diz: quelo a minha mãe, viiiu? eu disse: oxiiiii!!! como assiiiiiim?? sua mãe ta no tabalho, o que nem escutou, pois já estava indo pro quarto. voltou amiga da "chupeta chata e que não plesta pa chupá".
eu disse: vai dormir???
ela respondeu: no seu coinho... só para ficar com a chupeta, mesmo sendo a chata. tudo bem. disse-lhe. deite aqui.
deitou e levantou dizendo estar com fome.
- que guti. dei. qué molango. dei também.
- vai dormir ou não? - perguntei - fechou os olhos e sorriu...
começou a andar pela casa, pulando feito uma cabra, quando me lembrei da chupeta que comprei ontem.
levei-a ate ao quarto de olhos fechados, conduzindo-a pela mão. mostrei a chupeta nova e ela imediatamente largou a "achatada" dizendo que aquela é que era boa...
voltou comigo para o sofá e em tres segundos ressonava o sono dos justos. e dorme até agora.

*Essa história de chamar chupeta de mimi é da minha mãe, porque eu sempre chamo as coisas pelos nomes que elas têm. Minha mãe chamava pepêu mas toda vez que ia fazer Marina dormir à tarde dizia “Vamos pegar a pepêu pra mimi” Daí Marina passou a chamar a chupeta de Mimi.   

Um comentário:

Ceila Santos disse...

Obrigada pela visita no blog e o comentário tão singelo...Não resisiti e corri pra cá pra agradecer: obrigada!
Ai amiga, pelo jeito essa história da chupeta vai ter muitos capítulos...Eu não passei por isso aqui em casa, mas precisei fazer o desmame da mamadeira e foi muito complicado...Aprendi que separar desses mimos é dolorido e nãos egue o tempo dos manuais...Melhor mesmo é relaxar, ter muita paciência e falar o menos possível sobre aquela separação...Ou seja, é bom desvalorizar o mimo...Deixar ele de lado...Não atribuir a ele esse valor que ele tem...É dificil, mas ás vezes dá certo. boa sorte!