segunda-feira, 11 de março de 2013

Como explicar a passagem do tempo????

Chão forrado de plástico e mãos à obra

Nãnãninãnão, nada de papo de física, nada disso, muito mais complicado!

Marina estava esperando as irmãs chegarem de viagem (moram em outro estado) e todo dia perguntava se o dia era aquele. A pergunta era feita várias vezes aos dias. Então, para diminuição da ansiedade dela e manutenção de nossa saúde mental, resolvi fazer um calendário regressivo (existe? Agora, sim) para tentar que ela compreendesse que a cada dia chegava mais perto O GRANDE DIA!
Fases da pintura do quadro de metal. Por Marina e eu

Pintamos o quadro de metal, cuja tinta estava descascando, deixando a marca original e histórica da mãozinha dela, é claro.

A gente se preocupa com sujeira, bagunça, sei lá, tanta bobagem e se priva duma brincadeira assim, tão gostosa como essa foi. Pegamos tinta branca, de parede mesmo e colocamos pigmento azul até ficar na cor que queríamos. Forrei o piso com plástico, que já havia comprado há muito tempo para coisas desse tipo mesmo, e com dois rolinhos que devem custar R$ 1,00 cada fizemos a primeira parte da nossa obra de arte. Enquanto a tinta secava para a segunda demão, fomos montar o calendário.

Pegamos a “caixas de coisas” e alguns ímãs de geladeira que havia colecionado para esse fim e fomos montando os dias da semana e os números. Eu ia explicando o que significada cada coisa e pedia que Marina escolhesse o material que usaríamos em cada pecinha. Nessa época ela não conhecia os números e nem as letras, mas a partir daí passou a identificar os nomes das irmãs assim que os via em qualquer lugar.

Após estar enxuta a segunda demão, o que foi muito rápido, fomos montar o quadro. Faltavam dez dias para a GRANDE CHEGADA e depois de aprontar tudo expliquei que todo dia, quando acordássemos, íamos retirar o número que equivalia ao dia, assim ela visualizava que o quadro ia ficando menor e quanto menos elementos, mais perto das meninas chegarem.

A sujeira não foi tanta, não foi nada cansativo, o quadro ficou uma gracinha e tivemos ótimos momentos juntas. Aliás, levamos a tarde inteira do domingo nisso. 

Ah sim, é claro que minha ardilosa inteligente cria não poderia deixar passar sua genialidade: escrevi o nome MARINA na tarjeta que representava o dia D e quando cheguei do trabalho no dia seguinte à confecção do quadro, ou seja o nono dia, Marina havia revertido tudo e colocado o MARINA para aquela segunda-feira. 
Quadro pronto

Simples assim :-) Como seria bom que fosse mesmo, minha princesa!

* NOTA: esta postagem é de julho/2012. Estava guardada por falta de tempo, juntos com outras que aos poucos, serão publicadas.

Um comentário:

Patricia Crisóstomo disse...

Muito legal, Patrícia. Bjs!