quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

NÃO CONFIAR: quanta liberdade!

Imagem daqui
Desde os 20 anos, mais ou menos, acredito que se vivo uma mesma experiências várias vezes é porque preciso aprender algo com ela. Como se tivesse que enxergar um detalhe naquela paisagem e, por desatenção, não vi na primeira, segunda ou terceira caminhada. E se continuar assim, estarei presa a um labirinto.
Entre o ano passado e a semana passada pessoas em quem eu confiava foram se apresentando de forma nova para mim. As três eram amigas: 20 anos, 18 anos e 3 anos de amizade. Uma se afastou para cuidar de sua vida, a outra está numa "fase de descarte" e desistiu de mim (por e-mail) e da adoção de uma menina, a terceira é um caso esdrúxulo demais para contar.
Há três semanas venho pensando em CONFIANÇA. Cheguei a procurar na Bíblia algo sobre o assunto, se temos mesmo alguma obrigação de confiar antes de tudo e mais nada. É porque eu sou assim: CONFIO. Depooooiiiisssss, se a pessoa aprontar (com A maiúsculo) aí eu deixo de confiar e tchau - infelizmente, nunca mais MESMO!
Fiquei de antenas ligadas, buscando em cada grão de areia voador, a resposta sobre minhas inquietações.
Ontem e hoje ouvi esta palestra. Não gostei da postura do palestrante e em vários momentos pensei em desistir, mas segui adiante e nela tive o fechamento de meu ciclo de pensamento, que passo a contar agora.
Decidi que a partir de agora passarei a NÃO CONFIAR nas pessoas a não ser que me provem o contrário. 
Não serei DES-confiada, não vou conhecer uma pessoa, apertar-lhe a mão e deixar um pé atrás, simplesmente não vou CONFIAR-SEM-RAZÃO-PARA-TAL.
Não faço ideia de como será na prática, embora já tenha começado a exercitar. Não sei como será quando encontrar alguém com quem tenha muita empatia, por exemplo.
Sei apenas que esta é a segunda parte da minha vida..."só quero saber o que pode dar certo/não tenho tempo a perder".
Imagem daqui




2 comentários:

Luma Rosa disse...

Oi, Patrícia!
A minha natureza é desconfiada e por isso tateio bem o terreno antes de me abrir com alguém. O que raramente tenho feito. Um amigo é muito bom para conversar, aliviar o estresse, mas infelizmente ele nunca vai te ajudar a resolver seus problemas, assim como qualquer pessoa. Aprendi que os problemas são nossos e somente nós é que podemos resolvê-los.
Talvez por essa minha postura, as pessoas se abrem demais comigo e, carregar os problemas dos outros também não é bom. As pessoas tendem a potencializar seus problemas, talvez para nos forçar a ter mais compaixão por elas. Quando elas os resolvem, não se apressam em te contar, para também lhe aliviar. Lembro de uma amiga que contou um segredo que trazia consequência para outras pessoas. Eu fiquei na angústia de que algo ruim pudesse acontecer. Fiquei com aquele segredo entalado em mim, para um certo dia, essa amiga tratar com desprezo o próprio segredo.
Sabe aquele ditado "Seja amigos de todos, mas somente para um abra o seu coração?". Aprendi que as melhores pessoas para te compreender, são aquelas que convivem diretamente com você - que dividem o mesmo teto - hoje tenho o meu filho como grande amigo, mas não conto tudo para ele - tudo quem sabe é Papai do Céu.
As amigas servem para rir, falar de coisas amenas... Amigas para sempre? Não sei... Só sei que enquanto uma amizade corresponder à outra, podemos dizer que o vínculo existe. Mas se ele se desfaz, mesmo que com ressentimento, essa amizade já cumpriu a sua finalidade. As amizades também passam, assim como alguns amores.
Vou assistir a palestra.
Beijus,

Patrícia Gomes disse...

Luma, eu me setia uma pecadora e até pedia perdão em minhas orações, quando achava que alguém não estava lá sendo muito honesta ou quando minhas anteninhas apitavam.
Me tocou muito tua frase "Mas se ele se desfaz, mesmo que com ressentimento, essa amizade já cumpriu a sua finalidade" Muito show.
Ah, quanto à palestra, tive que ativar audição seletiva para desviar dos palavrões e piadas ridículas que o fulano lá fala, argh...mas era o mestre e eu o aprendiz na hora certa :-)
Bjintu!