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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Divagando

Pinturas feitas em épocas diversas por mim e as crianças da família


Não temos sofá na sala, apenas uma rede e um futon. Estava eu lendo na rede e olhei para a frente. Pela primeira vez notei o colorido da minha casa, desse ângulo. Lembrei-me então de uma frase de Clarice Lispector:

"Já que sou, o jeito é ser"

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Meditação da chama violeta? Por enquanto, parede Borgonha

Missão cumprida
Em mais uma atuação da dupla harmônica, desta vez a missão foi pintar uma parede da sala. Passei anos, sem brincadeira, procurando o tom "certo" e como não o encontrei pronto, encomendei.
No primeiro dia da pintura Marina estava na escola e quando chegou e viu a metade da obra concluída ficou fascinada, pois é uma cor que ela ama!
"Não acredito, você fez isso pra mim, mãe!"
Na segunda etapa minha ajudante entrou em cena. Ok, em dez minutos já estava entediada, mas durante todo o processo conversamos muito, ouvimos música juntas e comemos um bocado.
Antes e após primeira demão
Obra pronta!

terça-feira, 28 de julho de 2015

Meu canto, meu tom

Meu quarto atualmente
Quando fiz a postagem sobre a reforma de meu quarto que durou anos rsrs disse que voltaria para mostrar como ele está atualmente. Tão logo publiquei fiquei pensando se realmente deveria fazê-lo: abrir meu quarto, apresentar assim uma área tão íntima da casa. Dificilmente levo convidados a visitarem todos os cômodos da casa, ato comum onde moro, então por que não me incomodar com a apresentação do quarto no blog?
Já falei de assuntos tão mais íntimos do que um cômodo de uma casa que, muito possivelmente daqui a um ano já nem estará mais assim.
Daí veio outra questão, esta mais séria ainda! A quem interessar vai...? Ora, a quem leu a postagem sobre a reforma :-D
E é assim, com esse simplismo e leveza que vos apresento não mais o Antes e Depois, mas o Agora. A foto é de ontem mesmo. Ao lado da cama tenho o que preciso: meu pequeno altar.
Reuni os cristais que utilizo em aplicações de Reiki, e lá está o primeiro cristal que comprei na vida. Um cristal róseo bruto que adquiri em me primeiro encontro da Aliança pela Infância. Meu primeiro japamala. O mapa astral védico que eu mesma pintei (ohhh!) e colei na parede, feito pelo querido Rhadanti Maharaj. As cartas das 12 virtudes que recebi quando participei do movimento Escolha a Calma e que consulto com frequêcia. O porta-incenso recém-adquirido, por indicação do site da designer Safih, lindona responsável pela pulseira e brincos feitos sob medida conforme indicação de pedras em meu mapa astral. Ali estão também os quadrinhos com os principais chacras que trabalhamos no Reiki e dois símbolos de Reiki que não sei traçar sem "pescar" (ou filar, em outras regiões do país).
Na prateleira de baixo um livro com os aeroportos mais bonitos do país, uma pasta com anotações de cabeceira e o livro que estou lendo atualmente, O Sabor da Harmonia - Receitas Ayurvédicas para o bem-estar.


Tudo aqui faz sentido, nada aqui existe à toa, inclusive a almofada embaixo da janela, que é onde faço meditações. E para quê tudo isso, menina? Nem é tudo não, é uma parte. É parte de meu esforço para manter-me sã, pois o que para alguns é simples como respirar para mim pode ser difícil como...como ser eu. Não quero voltar a medicamentos que me controlam, mas não me tiram da doença, por isso vou me organizando e reorganizando diariamente para ser feliz. Para pelo menos não ser triste. Para, quem sabe lá à frente, conseguir me conhecer de verdade.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Uma reforma às vezes não acaba...


Detalhe da amarração da cortina
Recuperei o HD de um micro desativado e encontrei estas fotos. 
São da última reforma que fiz em meu quarto e datam de setembro de 2012. Sim, quase três anos atrás. Já não há esse esses móveis, nem quadros, telas ou mesmo o piso. As mudanças foram acontecendo em nossas vidas e onde antes habitava um casal agora há uma cama de solteirA que chegou exatamente na última terça-feira.

Lembro de ter feito as fotos por causa de uma amiga, que disse não acreditar que faço "essas coisas sozinha". O "sozinha" é por conta dela, pois como as fotos mostrarão tive ajuda das sobrinhas fofas e da filhota. O "sozinha" na verdade tem a ver com "Por quê não pagar ao invés de fazer?" e as respostas são:
- É econômico e como gosto de viajar economizo para fazer o que gosto. Ou, dito como ouvi recentemente: economizo no que posso para gastar com o que gosto;
- É divertido e prazeroso FAZER e ver o resultado. Saber que é produto do nosso esforço;
- Creio estar ensinando à minha filha que é possível cuidar pessoalmente de algumas atividades que delegamos. Trabalhos manuais são vistos com desdém em nossa sociedade. Isso é cultural - graças a Deus que cultura muda, né? - e pode causar muitos problemas se não despertarmos desde já para a incrível impossibilidade de manter essa cultura. Isto é motivo para outro texto, fica aqui apenas para explicar um pouco o que eu quis ensinar à filhota.
Antes da reforma

Outro ângulo

A bendita janela e as sobrinhas mega-protegidas
A antiga dona deste AP teve a ideia de pintar o vidro para diminuir a luminosidade no quarto. Tinta a óleo, afinal, Pra quê simplificar se você pode complicar, né? Foi meu maior desafio e maior orgulho <3 nbsp="" p="">


EPIs: óculos, touca e máscara contra poeira = ajudante protegida


Janela pronta para ser pintada e forrada. Reparem que a entre a primeira foto e esta o sol se foi :-(

Você já teve ter ouvido alguma costureira dizer que é mil vezes melhor fazer um vestido do que ajustá-lo. Pois acredite! Foi muito mais simples pintar as paredes do que essa janela. Após a limpeza passei fita crepe nos vidros e na parede de forma que a tinta não sujasse essas partes. De longe esta foi a parte mais chatinha de executar.











Em detalhe vê-se melhor a tinta sobre a fita. Primeira demão. Ah não, ao contrário do que você está pensando não precisei fazer trocentas demãos, duas foram suficientes.
Janela pintada, papel manteiga aplicado para diminuir a luminosidade e chita colada em uma das partes
No varão da antiga cortina amarrei fitas e fiz essa fofura


      Terminada a janela, vamos às fotos da parede
Piso retirado para aplicação de revestimento
Onde estava o roupeiro coloquei a cama. Também pintei a madeira e fiz a capa com chitão e manta acrílica.
Pintura artística do (à época) marido. Pintura amarela: a mamãe aqui

Piso e rodapé prontos, pinturas completas e sombra da cortina linda!
Arte da foto por conta da sobrinha fofa

Jura que a pequena não ia querer participar?!

O trabalho durou dias e num deles o lanche foi coletivo


Medindo o papel manteiga

Haja cálculo!
E como estará hoje esse quarto? Uma bagunça, pois como eu disse a cama chegou e ainda não tive tempo de arrumar. Amanhã completarei 43 anos e entrarei aqui para mudar a idade no perfil. Se ele estiver apresentável fotografo e publico aqui :-*

domingo, 6 de julho de 2014

Nosso Jardim das Fadas

Tudo pronto, após um dia de trabalho
Nem lembro bem porque decidimos fazer esse Jardim. Bem, a caqueira estava lá sem planta e cheia de terra. Herança do fim do casamento, pois quem cultivava plantas em casa era o Paulo. Gosto de plantas, sim, não muitas, mas as que posso dar conta.
O momento mais gostoso foi quando deixamos a fonte ligada e fomos arrumar tudo. A filhota virou-se para mim, parou por uns segundos e disse
"Que som bonito, mãe!"
"Dá água?"
"Sim!"
"É, também acho." 
As fadas, bem, amamos fadas! O quarto de Marina é cheio de fadinhas, bem como nossas histórias. Tinha um imenso cuidados com as Fabiluli que comprei para o quarto, mas nesse dia em que fizemos o jardim, enquanto eu limpava a zona bagunça que fizemos durante nosso processo criativo :-O minha princesa foi lá e se aprochegou às fadas, retirou-as de onde estavam, brincou com elas, como nunca havia feito antes (tipo...eu...meio que...não ESTIMULAVA)






Detalhes da cabeceira da cama da pequena. E a carinha de felicidade dela, posando com as fadas.









O que colocamos no jardim: seixos brancos por cima da terra preta grossa, a fonte que conseguimos fazer funcionar a contento nesse dia, um castiçal que fiz com pedregulhos no fundo+água+pedras que boiam+vela e três suculentas diferentes, sendo 1 plantada na areia da caqueira e rodeada de piriquitis que Marina juntou para isso e 2 em terrários de vidros.
Foto by Marina ;-)
Castiçal e terrários. As pedrinhas cor-de-rosa foram de um aquário

A suculenta que plantamos na caqueira e os piriquitis. 
Pensamos que as fadas poderiam querer descansar em algo geladinho e mais confortável do que as pedras. E se viessem muitas fadas e não pudessem ficar todas na suculenta fofinha? E se viesse a Fada da Terra? TINHA que ter terra! Também precisava haver fogo. Marina aprendeu sobre os 4 elementos então resolvemos nos inspirar neles para montar um lugar agradável para as fadas - que sempre aparecem quando a casa está em Paz.


E não é que dois dias depois nasceu um broto de não-sabemos-o-que? Eu aposto que foi uma fada que plantou e Marina diz que foi um de seus piriquitis. Estamos aguardando para ver...


Megamei essas suculentas, tinha que mostrar novamente! :-)


Gente, o processo não rola sem bagunça, sujeira, mão na terra...

...e depois: vassoura, espanador, esfregão.



O resultado da sala após um dia de trabalho. Ali no canto o puff de papel com a rede
Como disse, gosto de plantas
E mais ainda de paz _/\_

sábado, 8 de fevereiro de 2014

O novo quarto \o/

Agora, assim
Sabe aquele lance de Antes e Depois? Olha só se eu fizer:
Antes
Depois




Eu sei que a ideia é mostrar a desgraça e depois a lindeza que ficou, mas na verdade não tiramos foto da "desgraça", que foi quando compramos o AP, então só temos as imagens legais. Desta vez até que fotografei - de onda mesmo, alguns momentos da pintura, mas porque demorou muito. Aliás, santo de casa...é aquela coisa que todo mundo sabe, né?
Cobri o roupeiro com tecido de algodão, ainda no ano passado
Muita coisa permanece, como a luminária, o tapete, o cavalo (não dá p/ ver, né? rsrs) e todos os bichos de pelúcia, a diferença é que agora Marina só tem à sua disposição 4 brinquedos por vez, já que não consegue guardar mais do que isso. Então os demais ficam guardados e quando quer algum, trocamos.
A IDEIA de mudar a pintura já vinha de quando ela tinha 4 anos, mas cadê coragem, nem minha nem de Paulo? Até que um dia, deitadas em sua cama, Marina e eu conversávamos sobre a pintura na parede e ela foi dizendo que poderia ser outra, que não gostava de fulana por causa disso-e-daquilo...aí meu coração foi ficando tranquilo porque o desejo partiu dela. Continuando, perguntei então o que colocaríamos ali e GRAÇAS AOS CÉUS (após 150 mil opções faladas à velocidade de 0.6 milésimos/segundo) "A LARA, MÃE!" foi a opção.
Lara é a princesa que inventei numa noite em que Marina quis brincar de princesas-amigas e não conseguimos encontrar nenhuma princesa que tivesse amigas. Daí ela sugeriu que eu fosse o cachorrinho da Barbie, eu não aceitei e brincamos de outra coisa. Postei isso no grupo Consumismo e Publicidade Infantil e Silvia Schiros deu-me a ideia de criar uma princesa que tivesse amiguinh@s. Pois bem, surgiu Lara, que na verdade é o nome da amiguinha imaginária de minha pequena, a única personagem-sem-boneca que ela criou e que agora tomou forma, virou boneca pelas mãos de Renata Pimentel e usa roupa parecida com a que Marina usou em seu niver de 5 anos.
Lara e Marina
Sabe mulher apaixona por bolsas, viciada em sapatos? Sou eu...com bonecas de pano! Daí vou e conheço Fabiluli e vou comprando...pra brincar, decorar...e cadê coragem para nem retirar da embalagem!? Com a nova arrumação do quarto as fadinhas saíram do armário, mas as bonecas só saem quando estou presente. Apenas a Lara permanece dia e noite na cama de Marina. Ah! A cama! Sei que a nova cama está levando as mães ao delírio e posso assegurar que ela tem tuuudo a ver com a história da Lara, assim como os demais elementos do quarto.
As fadinhas (arte: Fabiluli) e Lara (arte: Renata Pimentel)

Uma é da Marina, a outra é minha

Foi Marina quem escolheu o que escrever na porta do quarto e a mamãe aqui, finalmente, conseguiu colocar o tão sonhado cabide de fantasias ao lado do espelho. Por quê tão sonhado? Porque desde que minhas sobrinhas nasceram eu pensava em fazer isso, sugeria mas não rolava e só agora, com anuência da pequena e já com algumas fantasias no roupeiro, o negócio deu certo :-) Tempo, tempo, tempo...
Acima do espelho o quadro da porta da maternidade
Quando Paulo e eu começamos o namoro ouvimos uma música no rádio e achamos linda, mas não sabíamos de quem era. Fui à famosa Banca do Aldo e lá encontrei Lui Coimbra. Levei um aparelho de som para a maternidade, para o caso de precisar ficar mais do que um dia. Precisamos instinto materno Num dia em que Marina estava chorando muito e nenhuma "musica para criança" a acalmava coloquei Lui e ela parou... ... abriu os olhões ... ... olhou na direção da música ... e ficou sem chorar... até a música parar :-)
No mês passado Paulo colocou Lui no carro e Marina adorou. Aprendeu a letra, e pedia para repetir toda vez que a seleção terminava. Por conta disso, na parede do quarto que antes tinha parte da música que Paulo fez quando ela nasceu agora tem parte da música de Lui Coimbra...
"Onde Mora o Sol"
Marina, assim como a maioria ou toda? das meninas gosta de cor-de-rosa, cor que vocês não encontraram muito no quarto e quem me conhece já está aí sabendo o motivo. Mas, "para não dizer que não falei das flores" catei uns frufrus que havia comprado para uma brincadeira e coloquei nos puxadores do armário baixo e ficou essa belezura de breguice aí - que ela adorou e é o que importa! O quadro acima Paulo o fez há muitos anos e Marina disse ser ela, por isso agora mora em seu quarto.
Frufru combinando com o chapéu da guerreira (coincidências existem!)
Finalizando, a fonte que há 8 meses procurava, finalmente encontrei e casou perfeitamente com o quarto da mocinha, então ficou por lá mesmo. Coloquei lá meus cristais e as pedras que Paulo traz de viagens e acontecimentos importantes de sua vida. Às vezes pego emprestado, às vezes acendo a luminária, ligo a fonte e me "reiko" lá mesmo, outras vezes simplesmente deito no chão geladinho e ... respiro.
By Vrage, no Pavilhão do Artesanato