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domingo, 26 de junho de 2016

Mãe e filha inteligentes

Este banheiro é daqui
Marina estava vendo desenho animado e tínhamos combinado de tomar banho quando terminasse o episódio. Do quarto, ouvi que terminou e começou outro. Tudo bem, acontece sempre, ela quer dar a rasteira na mãe mais do que fugir do banho, coisa da qual ela adora.
- Marina, bora, banho!
Não costumo gritar com ela, na verdade nem falar com ela de outro cômodo, então esse meu chamar já foi um sinal de alerta. Esse era meu segundo dia de enxaqueca e minha paciência tinha ido pelo ralo antes mesmo de começar o banho, então o segundo chamado foi UM GRITO e eu estava tão irada que enquanto a chamei já me vesti todinha para ir até a sala:
- MARIINAAAAA

Ela encontrou a mãe mais ou menos assim (imagem daqui)
Em exatos três milésimos de segundos a criança se posta à minha frente:

- Mãe, eu não ouvi da primeira vez
- Se sabe que eu chamei outra vez, como não ouviu? (Ahá! Ela estava encurralada, frita, ferrada, teria que confessar ou pelo menos piscar ao mentir \o/)
- Eu sei porque você nunca grita, se gritou é porque chamou antes...e eu não ouvi!

Respirei fundo. Eu poderia continuar com "Como sabe que não foi a terceira vez?" mas sabia que seria improdutivo então fui bemmm clara:
Imagem daqui
- Vo-cê é in-te-li-gen-te, mas eu tam-bém. Entre no chuveiro...

Enquanto se despia, atrás de mim, escutei seu resmungo:
- Eu de-TES-to ter mãe inteligente!

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Como é? Grande? O meu amor?

Ela com 5 anos
Marina está aprendendo flauta na escola e veio "tocando" Como é grande o meu amor por você. Quando percebi qual era a canção comecei cantar e ela, muito abismada:
- Mãe, você sabe! E tem letra!?
- Tem, sei!
E fui cantando. Sou péssima cantora, desafinada e esqueço as letras, mas devo ser ótima mãe porque ela tem ótimo ouvido e ao invés de reclamar, lacrimejou.
Minha macaquinha é emotiva mesmo, às vezes chora ao terminar um desenho, é muito lindo vê-la assim!
Continuei cantando e sorrindo, quando terminei perguntei
- O que foi, meu amor?
- Mãe, é a nossa música!

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Meditação da chama violeta? Por enquanto, parede Borgonha

Missão cumprida
Em mais uma atuação da dupla harmônica, desta vez a missão foi pintar uma parede da sala. Passei anos, sem brincadeira, procurando o tom "certo" e como não o encontrei pronto, encomendei.
No primeiro dia da pintura Marina estava na escola e quando chegou e viu a metade da obra concluída ficou fascinada, pois é uma cor que ela ama!
"Não acredito, você fez isso pra mim, mãe!"
Na segunda etapa minha ajudante entrou em cena. Ok, em dez minutos já estava entediada, mas durante todo o processo conversamos muito, ouvimos música juntas e comemos um bocado.
Antes e após primeira demão
Obra pronta!

sábado, 12 de abril de 2014

Filme: COMO TREINAR O SEU DRAGÃO

Banguela (o dragão) e Soluço
Costumo assistir aos filmes infantis antes de Marina, mas como este ela havia começado a assistir na casa da avó, apenas continuamos aqui.
Tenho sido bastante criteriosa com relação à violência nos filmes, a velada, a "necessária" (para se chegar à paz, como foi o caso aqui), a descarada. 
Soluço, o mocinho, uma simpatia, nos cativou num minuto e Marina foi rapidamente compreendendo o desenrolar da história. Comentamos sobre confiança. Comparamos a falta de confiança do pai de Soluço neste e da Valente na mãe e o prejuízo que isso causou a ambos. O legal é que Marina achava que havia chocolate na geladeira e eu tinha dito que não. Terminado o filem, ela foi correndo olhar...eu ia perder essa chance? 
"E aí, pai do Soluço, não confiou em mim, foi?" Viiiixe, poucas vezes vi a filhota tão sem graça! :-)
Há também um colega de classe que perturba  as meninas, coisa muito normal nessa idade, com o agravante - para mileide - de cometer todas as gafes possíveis à mesa. Aproveitei e fiz um paralelo entre o que os moradores do local (as meninas) pensavam dos dragões (o coleguinha) e imaginei como seria se aparecesse dentre elas "uma Soluço". Afffff...não queiram ver a cara de DUVIDO MUITO, MÃE mas tudo bem, ser mãe é nunca perder a fé.
Quando vejo filmes assim sempre penso em mostrar aos adultos. Já fiz muito isso, mas é impressionantes como esses não conseguem enxergar tudo o que está no filme e acabam se perdendo no que estálá dentro de suas cabeças distraídas... 

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Objetividade ou TUDO O QUE VC NÃO QUER OUVIR QUANDO ESTÁ SE SEPARANDO


Após um mês fora da escola conseguimos organizar as coisas para Marina retornar à sua rotina. Nossa pequena não reclamava, embora percebêssemos nas entrelinhas as saudades que sentia das amigas – e do “melhor amigo” capítulo à parte.
A organização: o pai leva à escola, eu pego. O problema: só chego atrasada, pois trabalho noutra cidade e pego o trânsito no pior horário. A solução: paguei a uma pessoa que Marina adora para ficar com ela na recepção da escola até eu chegar, só para ela não ficar sozinha com @s funcionári@s. 
Imagem daqui

Inicialmente, ela fez a maior festa, depois começou demonstrar nervosismo e dizer que não podia ser assim, que tinha que ser eu ou seu pai:
- Mãe, você não entende. Ela não é você. Ela não é o meu pai.

- Meu amor, vocês nem vão sair da escola, ela só vai te fazer companhia...

E minha filhota ficando mais e mais agoniada.

- Mãe, só quem pode me levar e pegar na escola é você ou meu pai, entendeu?

- Não, Marina, não entendi...

- Porque vocês são um casal. Ela não é um casal. Ela não é um pedaço de mim, você entende?


- Tudo bem, meu amor, eu morri entendi, não se preocupe, a gente dá um jeito.


domingo, 9 de março de 2014

8 de março - "Por quê não tem o Dia do homem?"

"No tapete, atrás da porta, reclamei baixinho..." Atrás da porta, Chico Buarque. Foto daqui 
Esta postagem inaugura o marcador Mãe e Filha


Recentemente conversava com a escrivã de uma Delegacia Da Mulher sobre uma mulher esclarecida que estava às voltas com um divórcio complicado e um homem violento. 
Ela disse: "É a paixão, que cega."
"Não. É coisa demais pra ser só isso." Eu respondi. E morreu ali a conversa.
Na sexta-feira, dia 07/03, Marina me entrega uma flor (ao menos não era uma rosa) de papel que a professora e não a Marina havia feito em minha homenagem porque era o dia da Mulher. Logo depois franziu a testa o máximo que pode e:
"Por quê não tem o Dia do homem?"
"Só porque todo dia é dia do homem e o da mulher é UM SÓ!" E morreu ali a conversa.
Ontem fomos ao cinema, que é próximo à aula de dança do ventre e detestamos o filme.
Não sei pq, mas só fica assim, giraê o monitor :-)

Foi correria para preparar as bolsas, arrumar roupas para sair, pegar ônibus, almoçar e chegar em tempo para o cinema. Chegamos na hora certinha da aula e depois cortar as madeixas de minha pequena, que tentou de todas as formas convencer o cabeleireiro a pintar seus cabelos de branco..."Então bege!" para ficar "como a Eeeeessssaaaaa!" Como se ele entendendo tudo sobre gelo e Frozen e rena e Elsa "que sou eu". 
By Paulo Ariza

Elsa (Imagem daqui)
Recebi vários torpedos homenageando esse dia e poderia dedicar uma postagem a eles, mas resolvi me dar ao prazer a deixar de lados os istas de meus antigos "títulos" (feminista, sindicalista, etc) e ser só feliz com minha filhota que estava sendo só feliz com sua mãezoca quando cansava de correr e rir e gova a cabeça para trás, abria os braços e dizia, com sua voz forte de corneta "Ai, mãe, você é muito divertida!"