Mostrando postagens com marcador A Escola. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador A Escola. Mostrar todas as postagens

sábado, 21 de junho de 2014

"Neco de se apaixonar" São João na escola - 2014

A menina já está toda assanhadinha com historinha de estar apaixonada e ainda vem escola com música de namoro, #prontolascou!
Mamulengo feito a 8 mãos
A parte mega-ultra-super-legal foi que precisamos fazer um boneco do tamanho da Marina, usando-a como "molde".
Tempo, como para a maioria das pessoas, é meu bem mais escasso, então quando vi que não seria possível costurá-lo sozinha pedi ajuda à nossa doll maker, Renata Pimentel. Acontece que a coitada tem alergia ao material que usei como recheio e não adoeceu só de abrir o saco com ele dentro.
Depois de dias-sem-fim dizendo que não conseguia fazer, Paulo finalmente aceitou o desafio e depois de algumas tesouradas e amarrações, encheu o boneco - faltando APENAS as pernas. Os pés ele resolveu, amarrando-os "Pra quê pé, se o boneco não fica em pé mesmo?" sem comentários 
A cabeça ficou pequena, então enchi uma touca de natação, costurei na cabeça e depois costurei essa peruca, que tínhamos em casa. Aliás, só comprei o TNT (orientação da escola sobre o material a ser usado), cuja cor Marina escolheu "Hummm...moça (com  a vendedora) eu sou morena, tem um pano moreno?" Achei esse marrom e a pequena fez a maior festa!

Com protetor auricular, minha salvação
A pior coisa das festas escolares é o barulho. Não o das crianças, esse não me incomoda em nada. É o da música, o volume do microfone e tudo piora quando é num ginásio. Eu NUNCA consegui ficar até o final e ainda saio mal-humorada e com dor de cabeça, mas nesse dia lembrei do protetor auricular que (por força do trabalho) sempre trago na bolsa. Aaaaiiii...que delícia, tudo lá ao longe...#indicototal
Resumo da ópera
A caixa onde ficou o boneco foi decorada por Marina e o pai. A escola orientou para colocar o nome da criança e quando perguntei se fizeram isso, ela respondeu: "Não precisa, mãe, a mãe vai ser a diferente de todas. Todo mundo vai saber que é minha". Auto-estima é tudo!





Bem feito, quem mandou ficar pedindo pra a menina sorrir quando ela não quer!? Que saco, né? Prometo nunca mais fazer isso, viu, mamãezinha?





Depois das apresentações, passada na lanchonete que ela só gosta de ir por causa dos brinquedos. E, detalhe que só Marina consegue: acabar com a maquiagem num lado só do rosto :-/

Com direito a final feliz, começou com "e ele neco de se apaixonar" e...enfim, sós!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Uma bolsa é uma bolsa é uma bolsa?

Bolsa da Marina, By Futuro do Presente
Quando minhas sobrinhas eram mais novas, hoje tem 11 anos, eu via aquele desfile de bolsas escolares, delas e das coleguinhas. Sem metáfora: era um soco no meu estômago! Antes do meio do ano já estavam horrendas...aliás, para mim já eram horríveis de bregas desde a prateleira da loja. Como não tínhamos condições de comprar outras, iam até onde desse.
Quando Marina foi estudar senti calafrios. Primeiro, achava cedo demais, depois: a bolsa. É sério, eu imaginava montanhas de lixo inútil anual somente com bolsas e lancheiras. Andei em TODAS as lojas de material escolar e de bolsas. Senti vontade de chorar várias vezes, até que decidi fazer sua primeira mochila - sem saber costurar, é claro.
No ano passado encontrei o Futuro do Presente \o/ e caí de joelhos agradecendo aos céus por ter sido benevolente comigo!
A bolsa é reciclada de garrafa pet, acessem ao site e vejam quanta coisa legal tem lá. Ah sim, lancheira?

A bolsa vem com várias divisórias. De um lado, o estojinho com escova/creme dental/toalha e do outro o que quisermos. Marina gosta de tomar água, então leva um lanche frugal, seu copo, jogo americano que Mamis fez e o material de estudo.
Fiz questão de falar sobre abolsa, que é de ótima qualidade, não soltou um fio, não desbotou (a máquina fotográfica foi trocada e talvez por isso a cor pareça tão diferente.), nada rasgou ou deformou.
Não pensei que nada disso fosse ocorrer porque confio na proprietária do negócio, Ana Cláudia Bessa, mas falo para quem acha que produtos reciclados são de segunda linha e servem para aliviar nossa culpa consumista de comprar/descartar enlouquecidamente.
Cláudia, nossas crias: o futuro do presente. E você: um presente no presente!

domingo, 19 de maio de 2013

Dias das mães? Comassim?

Esta postagem sairia de qualquer forma e antes de ser postada recebi recebi o chamamento do MILC - Movimento Infância Livre de Consumismo - e resolvi participar

AQUI
Vi um convite na agenda de minha pequena falando sobre um piquenique no dia 11/05. Não se falava em Dia das Mães, acho que era tão claro que isso nem foi citado.Como essa data, para mim, realmente não diz nada, eu nem lembro quando chega a não ser pelas conversas nos vizinhos e colegas de trabalho. Os vizinhos, perguntando o que a Marina vai dar à mamãe e eu respondo "muitos beijinhos" esperando que a conversa pare por aí para eu não dizer o que realmente estou pensando.
Na véspera do sábado, quase morri (de verdade, mas não quero falar sobre isso), então no sábado meu marido perguntou "Vai pra festa da Marina assim mesmo?" e eu: "Vou sim, claro, ela adora piquenique". Aí foi que ele me disse que era em homenagem ao dia das mães! Me animei toda, vesti a camiseta da Aliança pela Infância porque eu não perderia a chance de falar da Semana Mundial do Brincar - se ela por acaso houvesse.
Conheço duas crianças cujo pai matou a mãe e foi preso, o casal ficou com os avós maternos, que faleceram dois anos depois e estão atualmente com um tio que cuida deles como se trata um fardo pesadíssimo. Como a família tem dinheiro as crianças não ficaram financeiramente desamparada, apenas destroçadas e a escola dela - pequena, de classe médica alta, comemora o dia das mães, o dia dos pais e dos avós.
Conheço duas meninas cuja mãe foi morar em outra cidade para curtir a vida e deixou as gêmeas com a avó, que as cria com o maior sacrifício. Elas não conhecem o pai, sequer sabem seu nome. Tem onze anos e há anos choram na comemoração do Dia das Mães na escola. No ano passado, no dia da avó essa avó-mãe comentou comigo que ganhou um chocolate, mesmo sendo diabética, mas que na "p#hh@ do dia das mães a escola pediu 50,00 por criança para comprar o presente que entregariam a mãe. Não mandei o dinheiro com um bilhete, dizendo que a mãe estaria ausente"
Minha irmã caçula, na verdade é minha prima. Seus pais eram doentes mentais, separaram-se, ela casou-se novamente e foi viver isolada num sítio em Itanhaém (SP). Não importa o tanto de carinho e cuidado que recebeu, essa (hoje) mulher tem traumas e mais traumas e uma inexplicável impossibilidade de engravidar.
No ano passado a filha da moça que vendo cachorro-quente numa esquina aqui perto, vendo o anúncio dO Boticário, disse que a mãe dela merecia aquele perfume e se ela não soubesse que levaria uma surra iria pedir dinheiro a todos os conhecidos para comprar o tal perfume...acho que poucas vezes vi umas criança de 9 anos com o olhar tão triste, tão duro!
Bem, voltando á festa na escola, afora o barulho, que não nos permitia ouvir as crianças cantando  o que haviam ensaiado da pra entender? e contando com o fato de que eu estava me sentindo viva de novo, achei que foi uma boa comemoração. Houve brincadeiras entre as mães e as crianças e coleguinhas e tals, embora ninguém soubesse direito quem era quem. Como eu sabia que em piquenique cada um fica no seu quadrado comprei uma caixa de bombons e falei para Marina dar um à mãe de cada coleguinha e assim pude conhecer e ser conhecida ao menos pelas que estavam presentes. E por falar em presente, eu ganhei um. Que amei! Porque adoro bichos de pelúcia, porque ele era lindo e porque achei que Paulo havia decidido me fazer uma surpresa - ow, que meigo - "Oushe, tava lá na agenda, pedindo que mandasse um presente, pensei que tivesse visto." 
O rádio é instrumento de trabalho. O ursinho passa o dia comigo
Os adesivos foram presente da Marina, mas porque ela quis dar 

PALHAÇADA TOTAL aliar afeto a coisa material e ainda mais comprada. Ah sim, na quinta-feira me mandaram uma presilha de cabelo de presente (em E.V.A., que dura trocentos anos sem se decompor) e que não foi feita pela Marina. Assim sendo, que valor teria? Não o encontrei ainda. O bom é que combinou com a camiseta da Aliança e vou usar no evento do próximo domingo.

É ca-la-ro que não vou detestar uma coisa tanto assim e não apontar uma alternativa para modificá-la. PELO MENOS A ESCOLA deveria se manter afastada dessa data. Deveria deixar que cada família decidisse vivê-la se e como quisesse. Deveria dizer que o comércio criou essa data para vender mais e poder manter o PIB positivo - pensam que crianças de 4 anos não entendem de economia, de dinheiro, de comprar? Não, não entendem, estão aprendendo e é por isso que a escola deveria ser mais responsável sobre esse assunto!


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

E as aulas recomeçaram! EM NOVA ESCOLA


Quem quiser analisar meu perfil materno-mãe-de-estudante* vá ao marcador ESCOLA e fique à vontade.
Novidade 1: escola nova, escolhida porque não tem condicionador de ar na sala #simplesassim.
Novidade 2: no mesmo dia Marina iniciou o balé. Eu pretendia ir a ambos, mas o encerramento de uma atividade no trabalho me impediu :-( 

Carinha de tristeza nada a imagem mais próxima da realidade é esta
Enfim, achei que minimizaria minha angústia se ela mesma escolhesse a qual escola gostaria que eu fosse e - graças a Deus - optou pela escola, que é à tarde.

O espaço coletivo da escola
Conversei calma, tranquila e demoradamente com a coordenadora, que tirou-me todas as dúvidas, ouviu-me e dispôs-se a conversarmos sempre que eu quisesse e sentisse necessidade.
Logicamente não passa pela cabeça dela o que significa dizer isso a mim, mas de qualquer forma sinto que a energia ali foi muito boa e saí de lá tranquila.
Marina, como sempre, já foi chegando, sentando, interagindo. Só achei estranho que à noite, quando perguntei por seu dia só disse o nome da professora. E ponto. Tentei puxar assunto, mais respostas. Mas ela é assim mesmo "um ponto é um ponto" e não três. 
Sobre o balé falou o nome dos passos, demonstrou, disse que irá outro dia, que haverá festa de Carnaval e participará, tudo isso numa animação só.
Não estou pensando que tenha-se aborrecido, pois teria nos contato, pode estar sentindo saudades d@s coleguinhas antigos, a questão da ambientação mesmo. De toda forma, estou atenta.
Hoje Paulo teve um painel a fazer e não a levou. A secretária telefonou-me em nome da coordenadora para saber o que havia acontecido, ratificando que esta semana é muito importante e tals. Mais um ponto.

E aí está o cantinho que gosto mais: o parquinho de areia (só faz sombra após as 16h rsrs mas tudo bem). "Areia higienizada com cloro x vezes por mês" como disse a secretária a primeira vez que estivemos lá e falei, admirada "Tem areia!". 


Os brinquedos poderiam ser em madeira, mas é uma escola e não o Paraíso, Ok?


domingo, 10 de junho de 2012

Conversando com a Coordenadora Pedagógica

Discutindo a relação. Imagem daqui
Sexta-feira deu tudo certo e cheguei à escola em tempo de conversar com a Coordenadora da Marina. Na semana anterior uma coleguinha fez aniversário e não levamos presente. Sequer daria tempo, pois a mãe avisou na véspera, apenas para que não levássemos lanche. Ou seja, o objetivo da mãe e da escola não era o presente, nem da garota, suponho.
O caso é que no niver anterior a Marina levou. Por pura coincidência, estávamos comprando um carrinho para ela e lembrei do niver do garoto daí perguntei a ela se ele não gostaria de um daquele, ela escolheu outro e levamos. Pronto. Pronto nada.
Ao chegar em casa pergunto sempre como foi a aula, o que fez, se lanchou, o que houve de novidade, o que cantou e quando perguntei se beijou e abraçou a aniversariante "Não, eu não levei presente". Dei uma risada alta e ela lá, séria...então me recompus e expliquei que uma coisa não tem a ver com a outra, que a gente abraça porque está feliz com a nova idade d@ coleguinha. Não teve jeito. 
O aniversário do pai seria dias depois então combinamos que "nada de presentes". Assim que acorda ela vem correndo para a nossa cama e nesse dia foi igual. Quando chegou lembrei que era aniversário do papai, cantamos parabéns, demos abraços e beijos e ela
"Cadê o presente?" 
"Não precisa, filha"
Marina sai correndo para o atelier, pega um papel de rascunho, dobra ao meio e entrega ao pai
"É seu presente. É um livro. De uma folha só. Pode ler"
Ele leu, é claro.
Como eu já estava com uma lista de pontos para conversar com a Coordenadora, desde antes da Pedagogia da Xuxa resolvi não deixar passar mais tempo.
Foi uma conversa tranquila, comecei pelo niver mesmo, que inclusive a própria estava presente e garantiu  não não ter havido qualquer ação no sentido de brecar o abraço de quem não presenteasse. Expliquei que acreditava nela, mas que seria interessante adotarem uma rotina diferente, que deixasse claro para as crianças que o afeto (no caso, representado pelo abraço) não tem relação com o presente. Ela concordou plenamente e disse que conversaria com todas as professoras da Educação Infantil.
Assunto 2: Pedagogia da Xuxa. Expliquei - porque quando se fala na Xuxa e no Lula parece que a gente precisa explicar, explicar, explicar - que pouco me interessam os filmes pornôs da Xuxa, o que me incomoda é o fato de ela ser um produto criado para vender outros produtos, enriquecendo uma cadeia de pessoas e frustrando outras tantas. Falei da representação de sensualidade que sempre foi clara nela, paquitas e paquitos e que aquele circo estava longe de ser feito para crianças. Depois dessa fala delicadésima perguntei porque minha filha estava sendo exposta a DVD da Xuxa na escola, se havia algo de pedagógico na Xuxa que eu desconhecia. LONGO PAPO depois "Na verdade, é só o XUXA 6, que tem as danças dos países, mas as crianças nem se ligam" AHN???
"Acho que se ligam, sim, viu? Mas se você diz que é só na sala de espera, é só o pai trazê-la em cima da hora da aula e então eliminamos essa etapa". PENEIRA, SOL. SOL, PENEIRA.
Daí sabe aquela hora que todo mundo já tomou todas, já tem neguinho dançando na boca da garrafa e ninguém pensa muito no que fala e alguém vira pra você e diz que tá transando com teu marido? QUASE. A coordenadora deixa escapar que os DVDs são P-I-R-A-T-A-S.
Balancei a cabeça, dramaticamente, Fernanda Montenegro pra cima, tapei a boca com as duas mãos e disse, em som abafado
"Não, mulher, não me diga isso. Não posso ouvir, vocês não compram originais?"
A pobre fez um ar de cansada "A diretoria acha que é melhor dar R$ 20,00 em 10 piratas do que em 1 original...em casa eu não faço isso, mas aqui não consigo mudar"
#morri
Ainda no ano passado visitamos várias escolas e sempre observei que os DVDs eram piratas. Liguei para outras e quando perguntava sobre isso as recepcionistas diziam que eram "copiados". PRÓXIMO!
Assunto 3: foi ela mesma quem introduziu, acho que adivinhou, pois eu ia reclamar que Marina havia sido maquiada pelas coleguinhas na presença das cuidadoras na sala de espera. Ela disse que já havia mandado vários avisos aos pais, pribindo trazer maquiagem ou esmalte para a escola, mas agora será mais contundente porque uma mãe reclamou que a farda da garota se perdeu por causa de uma mancha de batom e tals. ANRRAM. Eu lá falando de alergia, de micose, sapinho, bactéria...e o motivador parece que foi a perda da farda da mãe-reclamante-antes-de-mim.
ARGUMENTO É TUDO, SEDE É NADA!
É CA-LA-RO que estou pensando para onde levar minha pequena. É CA-LA-RO que continuo pesquisando outras escolas e o que nos faz insistir com esta é:
-> Marina ADORA essa escola, fica arrasada nos fins-de-semana;
-> Temos um bom diálogo com a Coordenadora e a professora dela;
-> Marina ADORA essa escola;
-> Marina é bem tratada por tod@s os funcionári@s;
-> Marina ADORA essa escola;
-> Precisamos que a escola seja próxima de casa para evitar trânsito e os consequentes perigos e cansaço de um percurso mais longo;
-> Não encontramos outra melhor e pensamos se não estaremos apenas trocando problemas conhecidos por novos problemas.
O texto ficou longo, embora eu tenha colocado o essencial mesmo. Tivemos um longo papo sobre o assunto no grupo Consumismo e Publicidade Infantil e esta publicação é um "retorno" necessário, senão o assunto ficaria lá, pendente...Embora aqui ainda esteja, neh?

Ótima semana para nós



terça-feira, 22 de maio de 2012

Xuxa na escola

Palhaçada minha colocar legenda, neh?
Eu não ia falar da entrevista que não vi. Nem ia falar da escola, já que havíamos pensei reatado nossa relação. Eu ia chegar em casa, tomar banho, jantar, ver umas contas e dormir. Aí pergunto ao meu marido se ele falou com a professora "Nâo".
Então eu preciso escrever, porque é isso ou um enfarto. Preciso escrever aqui antes de escrever à Coordenadora Pedagógica, já que lá terei que ser mais...polida. Coisa que eu não sei ser MESMO!
Vamos aos fatos: minha filha chegou ontem da escola e o Paulo perguntou "O que vc viu na escola?" "A Xuxa" PONTO. Ele não me disse nada. Pergunto:
- E aí, como foi a aula? Teve ioga? Parquinho?
- Não. A Xuxa
Como não ando muito bem de saúde ultimamente meu amor disse que nem ia me contar, mas iria tratar pessoalmente com a professora hoje. Ufa! Finalmente concordamos em algum ponto sobre a escola da Marina. Só que não falou e hoje repeti a pergunta, como faço todos os dias e ela foi contando várias coisas - inclusive "A Xuxa".
Não sou nenhuma xiita que odeia a Xuxa, tou nem aí pra ela, só não compre e nunca comprei nada que leve seu nome. Para mim Xuxa não combina com Educação. Então a minha vontade é saber, da escola, que combinação é essa, que eu não estou entendendo. Conheço um pouco dos Parâmetros Curriculares Nacionais e lá diz que a criança deve ser educada para o consumo - será que a escola entendeu CONSUMISMO? 
Esta propaganda é um dos motivos que me IMPEDEM de adquirir qualquer produto da marca Xuxa. Quanto à pessoa Xuxa não faço ideia de quem seja, mas não quero minha filha ouvindo suas músicas sem graça e de péssima qualidade. Se eu não estivesse tão cansada, falaria mais e este sairia bem melhor, mas realmente falta-me energia para tal.
Agora vou escrever a carta para a escola e olhar umas contas e dormir.

domingo, 1 de abril de 2012

A nova escola da Marina

Nunca mais falei nisso aqui, neh?
Mas o trem andou e não saiu dos trilhos. Devo ter demorado umas 3 semanas até finalmente encontrar tempo-emocional para falar com a coordenadora pedagógica. No meio desse tempo uma noite cheguei em casa, depois de um dia de cão e Paulo estava reclamando da lancheira suja, que era a segunda vez que a professora não cuidava disso, falou do pai duma aluna que deixava a piveta ficar no pula-pula e Marina tbm ficava querendo ir, esta ainda de farda/suada-cheirando-a-vinagre.
Selinho no marido...
- Vamos tomar banho com a mamãe?
- Não queeeeeerooooo!!!!!
- Tá bem, eu tou indo viu? (Ela sempre faz isso e qdo escuta o chuveiro já chega lá pelada)
Quando Marina abriu a porta do box encontrou a mãe choirando, chorando, mas chorando tanto! Sabe aquele choro mudo, que vc quer esconder até do travesseiro? Daí a tua cara fica inchada em 5 segundos, os olhos totalmente vermelhos e as lágrimas descontroladas?
Marina olhou, não me disse nada, nem piscou, dois segundos depois
- Mamãe? PAPAAAAIIII, vem verrrrrrr.......
Aí desatei naquele choro de enterro, sabe qdo vc perde um parente próximo e não se preocupa com o escândalo, porque aquele e só é aquele é o momento de fazer aquilo? Eu só chorava, chorava e qdo consegui falar eram coisas do tipo:
- Eu sou uma miserável, desgraçada, que trabalha desde os 16 anos e não consegue dar uma escola que preste pra a filha!!!
Mais drama, impossível. Isso durou quase uma hora, eu acho. Jantei parecendo um zumbi e fui dormir repetindo frases desse tipo aí descrito.
No outro dia Paulo conversou com a professora, se entenderam quanto à lancheira e outros assuntos e assim que saiu da "reunião"com ela me ligou para dizer que estava tudo bem, que não me preocupasse, que ficasse em paz.
Melhorei, mas só relaxei mesmo depois de conversar com a coordenadora. Ela explicou o método que usam, porque a crianças traz poucas tarefas, pq ainda não tinha enviado o programa quinzenal de atividades, explicou como o maldito módulo é utilizado e percebi então que pelo menos ali ele não é usado como cartilha a la anos 70. Ela me garantiu que a cultura local (não gosto muito do termo cultura popular) é considerada nas atividades, falou que houve projeto sobre o Carnaval, sim. Enfim, todas as minhas dúvidas foram esclarecidas, assim como pude explanar meus medos e demandas em relação à formação de minha pequena.
Além disso, percebi que Marina está mais integrada, conhece os coleguinhas pelos nomes, características pessoais, conhece os nomes d@s funcionári@s da escola, além das de sua sala, chega cantando musicas novas quase todo dia (como era antes e eu tanto gostava). Enfim, continuo atenta, é claro, mas mais relaxada.
Noutra postagem - pq esta ficou grande - conto um causo do Dia da Mulher x meu preconceito com a escola

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

De olho no lanche

Bilhete que deixei na agenda de Marina

Marina é "olhuda". Não importa que a lancheira vá recheada do que ela gosta, ela vai pedir o lanche dos coleguinhas. Faz isso em casa, na casa da avó, de alguns parentes. Estamos tentando educá-la e já no primeiro dia de aula expliquei o processo da garota à professora e disse que pode negar sem nenhum constrangimento, pois fazemos isso em casa.
Chega então um belo dia, durante o café da manhã...
- E aí, vc lanchou direitinho ontem? EU
- Anrram. MARINA, totalmente blasé
- Comeu o lanche de algum coleguinha? EU
Silêncio. Nossa pequena olha para o prato e aciona audição seletiva
- Você pegou do coleguinha ou pediu à tia? EU técnica avançada de interrogatório
- Pedi à tia! (deve ter pensado: ganhei ponto!)
- E o que foi que você comeu?
Novo silêncio...o pai interfere, igualmente a mim, na maior doçura...
- Bebê, sua mãe tá falando com você, pode responder, ela só quer saber...
- A gente quer saber porque dependendo do que seja a gente compra pra você levar...
A menina nem esperou o fim da frase e respondeu, toda animada:
- BATATA FRITA!
Silêncio. Absoluto. Pensei em mil pragas contra tod@s @s pais e mães que fazem isso com suas crianças. Paulo tbm calado, dá uma mexidinha na cadeira que me tira do transe. Alguém tinha que dizer alguma coisa, né? Eu, numa crise de supersinceridade:
- É, vai ter que continuar pedindo porque isso aí não vamos comprar pra você NUNCA!
A solução foi o bilhete (acima) e espero que dê certo

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Decepção com a nova escola

Tudo bem, quase 7 dias de aula pode não parecer tempo suficiente para se fazer o julgamento condenação de uma escola, mas acho que precisamos falar sobre o Kevin.

Quando fui buscar Marina, na semana passada, lá estavam todas as crianças na sala de espera, sentadinhas, assistindo ao Patati Patatá. Sim, eu quis morrer, matar, mas meu amor estava convalescendo de uma cirurgia e qualquer atitude drástica traria consequências graves demais para ele. Fingi estar tudo bem e pensei “Poderia ter sido o da Xuxa...” Resolvi dar um tempo, deixar para lá um pouquinho, mas juro que o que me veio à mente foi a capa do livro Carandiru.
Imagine as crianças vendo a TV NESSA POSIÇÃO AÍ. A trave é a Tv e o guarda a professora
Esta semana vieram duas tarefas para casa, colagem na letra A e identificação de números. Nada alusivo ao Carnaval. Sim, estamos em época de Carnaval e poderia ter sido feito um projeto DE DUAS SEMANAS referente a essa festa. Masssss, não houve. Tuuuudo bem.

Terça-feira chega a agenda com dois avisos e os “bilhetinhos” impressos. Gente, para tudo! Bilhetinho-padrão!? Quer dizer que imprimem as mensagens e recortam e deixam lá numa caixinha e quando precisam falar com A MÃE (porque tudo vem direcionado para a mãe, até os boletos da mensalidade, embora o contrato esteja no nome do PAI)...sim, quando precisam falar com a mãe, anexam o aviso com o bilhetinho-padrão. "É muito bom te ver todos os dias pertinho de nós. Te adoramos, Tias ___________" e o espaço para as tias escreverem seus nomes. os infelizes então sequer são feitos por elas! Espirei fundo, meu amor tinha ido hoje consultar o médico, que avaliou a cirurgia como um sucesso. Bom ssssaber!

Quarta chega o aviso da festa de Carnaval: traga água, boné, protetor solar e a criança pode vir fantasiada, quem não quiser participar pode ficar no Espaço Multieventos. Conheci a escola e não me lembro desse espaço, então suponho que seja o nome pomposo da Quadra de esportes. Alguém aí sabe quais serão as atividades das pobres-crianças-que-se-deslocarão-de-suas-casas para NÃO acompanharem o Bloco do Colégio pela avenida? Não foi informado no aviso. Se não houve projeto sobre o Carnaval, se a criança não falou, brincou, cantou isso em sala e nem nas tarefas de casa, como esse Bloco é colocado para ela? Caiu do céu? Meu marido perguntou porque não haveria aula hoje à tarde e a resposta “Porque a maioria dos pais viaja”. Oxe, e pagam a escola como, se podem não trabalhar na sexta só porque na terça seguinte será Carnaval? Eu bem teria perguntado isso.

Ok, marido bem, cirurgia cicatrizada, virei o Demônio da Tasmânia. Nem precisei dizer muita coisa e Paulo já entendeu que não era nem para Marina saber que haveria festinha na escola.

Marina não chega mais em casa cantando muisiquinhas, falando d@s coleguinh@s, não conta nada, nós perguntamos o que fez, do que gostou, ela não responde, é como se não tivesse vivido nada que valesse a pena ser contado. Não é a atitude de nossa pequena fuxiqueira, que todo dia chegava dizendo que apanhou de um coleguinha diferente (tudo mentira), que cantava as musiquinhas mais loucas dizendo que “A tia Lu cantou assim, foi sim”, dizia o que lanchou, qual era o dia da semana, as tarefas que fez. Ela não reclama, mas em compensação, quando explicamos que terá vários dias de folga Marina disse que quando voltasse das “férias” iria para a escola anterior. Precisa mais?

Talvez precise. Mas Paulo, que está tão ou mais incomodado do que eu, decidiu procurar a diretora da escola anterior para pedir umas indicações de outras escolas. Já pegamos sugestões com ela e com outras mães que conhecemos, falei com minha chefe e ela já sabe que estarei ausente em alguns horários para fazer essas visitas.

Jamais imaginei que fosse me sentir tão angustiada por causa da escola de minha filha de 3 anos! O caso é que queremos que nossa filha seja bem acolhida em todos os ambientes, cada um com suas características, em nada comprometendo o crescimento dela.

Tão logo retornem as aulas vamos conversar com a pedagoga responsável pela turma de nossa pequena e tenhar alinhar as ideias. Se não houver diálogo, esclarecimentos e ajustes, realmente não teremos outra opção senão trocá-la de escola.

Mas vamos dau um up nessa conversa, neh? Que tal a foto da princesa já de farda (qq dia falo desse nome e da relação da escola com o exército)? Paulo fez a foto para me mostrar como a boneca ficou pronta em sua primeiro dia "toda arrumada". É que, estudando à tarde, quem a arruma é ele :-/ mas está fazendo um ótimo trabalho, ela vai e volta linda, linda, linda :-)
Não parece que está pedindo ajuda aos ceus? Acho que é sensitiva :-)


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Primeiro dia de aula e Nova escola

Saindo de casa a caminho da escola
Sabe aqueles acasos da vida que nos mostram que "Pôxa, que massa que não foi como planejei"?
As aulas de minha pequena começaram no último dia 6, segunda-feira, véspera da cirurgia do Paulo e justamente no dia de uma consulta nossa (minha e de Paulo - aquela ao nutrólogo maldito rsrsr), então não teríamos tempo de ir à consulta e ainda voltar para pegar nossa boneca. Ficou na casa da avó.
Na terça, dia da cirurgia, dormiu na casa da avó, mas na quarta fui buscá-la para levá-la à aula. Não queria que perdesse a primeira semana, pois acho importante já que são crianças bem pequenas e é um momento de novidades para a maioria, as relações estão se fazendo ali e não queria que pegasse o bonde andando, como foi no ano passado. Se bem que ela se entrousou muito rapidamente, mas mesmo assim há a mudança de escola e ... confesso, preocupação de mãe mesmo.
Levei até a sala, conheci professora e assistente, me apresentei e expliquei que Marina é "olhuda": colocamos lanche que ela gosta, mas não pode ver ninguém mastigando que pede, então disse que em casa estamos tentando tirar-lhe esse hábito e por isso ela não estranharia se a professora negasse. A "tia" disse que há lanches coletivos, que o compartilhar é estimulado, mas que ela sabe lidar com essa situação, que eu não me preocupasse. Achei as duas profissionais muito animadas e receptivas com as crianças, o que já me aliviou.
AS COMPARAÇÕES
Inevitáveis, neh? Quando ia buscar minha pequena na escola anterior ela estava na sala com seus 15 coleguinhas brincando sob a supervisão das professoras. Nesta, muito maior e cheia de turmas, encontro Marina sentada de perninhas cruzadas com outras tantas crianças hipercomportadas assistindo Patati Patatá na TV (que Deus permita eu nunca saber que o DVD é pirata...mas eu vou perguntar, eu sei que vou). Isso me incomoda, parte o coração, mas realmente não existe outra escola como a outras. Neste quesito, esta é "dos males o menor". Gostei do porteiro, da pedagoga, enfim de todo o corpo funcional que lida com as crianças. É claro que só saberei detalhes com o caminhar do ano.
Eu disse que ela tem "módulo"? Pois tem, e saí da escola em prantos quando fui pagar/pegar os miseráveis. Tudo bem que eu estava na semana de TPM e o drama das lágrimas faz parte, mas sinceramente, para mim aquilo pareceu um manual. Já acho errado o uso de módulo nas outras sérias e quanto mais no "Maternal". Mas pesquisei todas as escolas de melhor nível e esse negócio de módulo é unanimidade - as pedagogas falam com tanto prazer e orgulho que quase salivam, ave credo!
Sei que essa escola trabalha com projetos e estou dando um tempinho para conversar com a professora sobre o uso dos módulos e os projetos ... como se complementam, ao invés de se chocarem? Para mim, isso ainda é um mistério.
Na escola anterior trabalhavam muito com músicas e gostávamos muito disso. Quando Marina chegava com canções que não conhecia, eu procurava na net a partir do que ela conseguia cantar e então cantávamos juntas. Até levei o CD Pequeno Cidadão e alguns da Palavra Cantada para as professoras de lá. Na sexta-feira minha pequena chegou cantarolando uma canção nova e isso aquietou meu coração, pois juro que eu não estava gostando da ausência de musiquinhas. Enfim, chilique materno. Três dias de aula e tanta agonia, neh?

O ENTROSAMENTO
Entrosadíssima!*

Assim que entramos na sala, fui conversar com a professora, me apresentar e tals e Marina já ficou aí nessa mesa com outras crianças. Nossa, como fico feliz quando vejo isso! Cada uma das crianças estava com a mãe ao lado, pois é a fase de adaptação. Como veem, minha nêga não precisou da mamãe, a não ser para tirar a lancheira e entregar à "tia".

* Não pedi permissão aos pais para postar as fotos de seus filhos, por isso as feições distorcidas.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Apresentação de final de ano na escola

Estou na correria de todos os fechamentos possíveis que uma empresa pública pode fazer em fim de ano. Some-se a isso o fato de às vezes eu sair para acompanhar Paulo em alguma consulta médica e PRINCIPALMENTE ao fato de pedido férias para janeiro. Não preciso dizer que há uma espada sobre minha cabeça, neh.
A apresentação de Marina estava marcada para 9:30h, então se eu não fosse trabalhar perderia a manhã inteira e havia um assunto importante a despachar logo cedo. Saí de casa às 6:30h jurando que às 8h eu sairia de lá e tudo daria certo. TUDO que podia, deu errado. Acabou comigo correndo (literalmente) pela rua da escola e pensando:
"Precisa disso não, ela só tem 3 anos, são quase 10h, acho que já acabou tudo, mas pelo menos ela vai me ver, a gente tira umas fotos e peço a ela para dançar para mim. Ah, as primas estão na plateia, as professoras, o pai, ela nem vai sentir minha falta, eu é que boba" Pensando, claro, pq se eu fosse falar isso tudo não sobraria um só foleguinho p/ me manter correndo.
Cheguei, perdi a primeira apresentação, mas Paulo gravou. Assim que me viu, antes do beijinho, do "Oi", do "que foi q houve?"
- Assim que ela apareceu no palco perguntou CADÊ A MINHA MÃE!?
(Lição de 2010: seja pontual nas apresentações de sua filha)

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Fim do ano letivo - Fim da escola :-(


Hoje participei da primeira reunião escolar de Marina. Foi a segunda do ano, mas à primeira eu estava doente e só o Paulo foi. Estava preparada para falar daquela questão das cores, tão preparada que até levei alguns folhetos do Instituto Alana sobre publicidade infantil. A diretora começou falando que amava Educação, falou da história de 25 anos da escola, das lutas que passou, e eu pensando "Já sei, aumento de mensalidade" e conforme ela falava mais e mais sobre isso, eu "Vai pro dobro.." e já estava calculando tudo que teria que remodelar em nosso orçamento para deixar nossa filhota ali quando, de repente "E é por isso que vamos fechar. Infelizmente, não haverá outro ano letivo".
Não foi um balde de água fria, uma porretada na cebeça, foi uma mordida de pitbull. Lágrimas logo me vieram aos olhos e pensei "Tive TPM na semana passada, está tudo bem, não posso chorar, não tem sentido", mas logo ouvi uns fungados pela sala e a voz grave de um pai dizendo "Eu estou chocado, nem sei o que pensar".
A escola é pequena e foi um dos seus "pontos a favor" no momento de nossa escolha. Mas na verdade um ponto contra nesse mundo maluco. Segundo a diretora, há uns 6 anos as pessoas dizem "Não passa desse ano, escola pequena não subsiste mais". Ela repetiu várias vezes sobre a dor que aquilo estava lhe causando e sobre ser Educadora e não uma empresária, sobre cobrar o justo e sobre a grande inadimplência* que sofre.
Chorei. Outras mães choraram. Os pais ficaram com aquelas caras de "Não entendi. Alguém traduz?" Tentamos negociar mensalidades mais altas, mas logo entendemos que isso não resolveria. Os pais/mães estão preferindo escolas maiores, que prometem deixar a criança de 5 anos pronta para o ENEM. Já eu, fujo disso. Eu só pensava na Marina repetindo os nomes d@s coleguinhas, dizendo do comportamento de um@ e de outr@ ... e no ano que vem... ninguém mais! Ainda combinei de trocar umas ideias com a mãe da Ingrid, mas passei o dia com a sensação de que o mundo está de cabeça para baixo mesmo.

*Essa questão de inadimplência em escolas é um problema que, a meu ver, torna tudo injusto pq as mensalidades vão às alturas para compensar os inadimplentes. Esta não agia dessa forma - deu nisso. Vai-se entender!

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Mês do Folclore & a escola

O Dia do Folclore (22/08) foi criado por lei em 1965 para homenagear a cultura popular. O nome vem de Folk (popular) lore (povo). Pensou que era tupi? nã nã ni nã não...puro inglês britânico. Mas era 1965, não havia ainda discussões sobre cultura brasileira, nem se sabia direito se o Brasil tinha algo de seu mesmo e talvez a instituição desse dia até tenha ajudado a preservar essa cultura.
Vou resistir bravamente e não discutirei cultura popular e erudita, brasileira e estrangeira, bairrismo e coisas afins. Afinal, este post é sobre uma mudança que se deu em mim por conta da Marina e sua trajetória escolar (ohhhh)
Cresci vendo apresentações de folguedos em praças onde os parquinhos eram montados e a gente torcia para o azul ou encarnado como na música do Djavan. Quando cresci mais um pouco e a vida me levou a estudar e trabalhar e trabalhar e estudar não me sobrava tempo para as pracinhas, mas quando resolvi revisitá-las as festinhas não existiam mais. No máximo um parquinho é montado lá na Praça da Faculdade, mas nada do palco onde o Pastoril se apresentava. Até 2006 eu assistia às apresentações de folguedos no Museu Théo Brandão, graças ao (Mestre) Ranilson França, mas com seu falecimento parece que tudo se calou. Ficou claro que ninguém o substituiria na luta de dar luz ao que possui tanta vida!
Apresentação de Pastoril alagoano



Agora vejo com tristeza o espetáculo do Coco de Roda "moderno" ou "eletrônico" ou "apoteótico" ou concurso de Quadrilhas de roda que acontecem em nossas festas de São João. Não acho que esse tipo de manifestação não deva existir, somente porque eu a detesto, mas não vejo porque só existir espaço para elas. Por que não há espaço para a cultura popular de raiz (parece redundância, mas não é)?
Chegando da escola em dia de homenagem ao Folclore
No dia em que Marina chegou assim da escola eu estava em férias e fui buscá-la. Durante todo mês a escola trabalhou o assunto e em casa buscávamos imagens e vídeos para mostrar como as danças e brincadeiras acontecem. Na mãozinha dela o Boi, que hoje tem lugar de destaque na estante do seu quarto. Antes eu achava caricaturesco o que as escolas faziam da cultura popular, mas agora vejo que a escola se tornou o salvador dessa memória. O problema é que as crianças recebem uma cultura trabalhada, de segunda mão, e não teria como ser diferente, pois a de primeira mão é aquela feita pelos filhos dos mestres de Guerreiros, dos puxadores de loas, das Dianas. Daquele pessoas de subúrbio que borda suas roupas, que cola cada lantejoula ou vidrilho e guarda tudo com cuidado e naftalina.
Minha mãe, quando adolescente, dançou com o Mestre Pedro Teixeira. Eu, em minha época, também. Então ele já era bem idoso mas mantinha o pulso firme em nossa marcação de dança do coco. Eu sempre pensava que se um dia tivesse filhos, eles também dançariam algum folguedo. Agora tenho uma filha atenta, interessada, que adoraria um tropé bem barulhento com os tamancos de madeira que já usei tanto para dançar. 
Só que ela nunca viu um folguedo legítimo e nem sei onde poderia aprender...